Tenho algumas paixões. Dentre elas, um companheiro que venho conhecendo desde que posso escolher para onde olhar. Talvez por coincidência sejamos xarás. O céu e eu, eu e o céu. Cada vez que acompanho a linha que o céu desenha no horizonte, eu reparo também em seus amigos. A lua, as estrelas, os cometas, o arco-íris, as nuvens, o sol. Percebo também que, quando eles se pintam no céu, não podem deixar de dar presentes a ele. Cores. Cor-de-noite-estrelada, cor-de-nuvem-clara, cor-de-meio-dia, cor-de-rosa-céu, cor-madrugadeira e tantas cores e matizes. Para poder ver essas cores, eu tenho que girar a cabeça acompanhando o giro do mundo. E neste giro que dou, me sinto dentro de um CALEIDOSCÓPIO¹gigante, cercada por uma infinidade de imagens, feitas de cores exóticas e fulgurantes, que mudam a todo o momento, guiando meus olhos, que extremamente atentos, não se cansam de vê-las. Essas imagens me ensinam o quanto somos tantos, sendo apenas um, me ensinam o quanto somos multicoloridos e o quanto de beleza há em o ser. No fundo eu sei que cada um de nós, é a combinação perfeita destas cores, telas inteiras pintadas por um Deus que de aquarela e pincel em punho, um dia sonhou com um mundo todo azul. Somos a combinação de cores que resulta em nos desenharmos uns nos outros. Olhar o céu, me ensina todas estas coisas e me ensina acima de tudo, que somos todos caleidoscópicos.

Outras cores:


* Menina da Pá Virada


* Garota bossa-nova


* Bastidores da Alma


* Cidadão do Mundo


* Nua como a Lua


* Graviola Femme

O que passou...


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Caleidóscópio: mágica de transformar em infinito aquilo que é limitado.


 

Isso é um teste. Ops, isso não é mais um teste. Agora é o caleidoscópio de volta depois de um tempinho hibernando. E como ele gosta muito de acordar com música tocando, fica aqui uma canção ganha durante o sonho.

 

Hóspede do Tempo

Composição: Fred Martins / Zélia Duncan

Sou hóspede do tempo
Da minha casa
Das minhas palavras
Das coisas que declaro minhas
Inquilina da vida que me foi dada
Portanto, nada
Ficou na minha bagagem
Do velho brinquedo
Que já não ilude, não me ilude

O que eu tenho é minha atitude
O que eu levo é minha atitude
O que pesa é minha atitude
Minha porção maior

 

                                                   Alice Ruiz

 

 




 



Pintado com as cores de Ceu às 01h12
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